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Como é o parto humanizado no Hospital Santa Cruz de Canoinhas

31 Outubro 2018 11:18:33

A saúde da mulher e do bebê saem em extrema vantagem se comparado com o procedimento cirúrgico, a cesárea

Texto/Fotos: Vanessa Erhardt Lubben / Assessora de Comunicação
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Naturalidade é um termo que define bem o parto humanizado. Quanto mais natural, melhor. A saúde da mulher e do bebê saem em extrema vantagem se comparado com o procedimento cirúrgico, a cesárea. É por isso que recentemente a Organização Mundial da Saúde lançou a recomendação de redução de intervenções médicas desnecessárias no trabalho de parto. Sendo assim o recomendado é que mulheres grávidas saudáveis tenham um parto normal sem intervenções, ou seja, o mais humanizado possível, sem nenhuma forma de acelerá-lo, a menos que hajam riscos reais de complicações.

QUAIS OS BENEFÍCIOS DO PARTO NORMAL?

Os benefícios do parto normal são inúmeros, para a mãe e também para o bebê.

Para a mãe, certamente o principal benefício é poder ter contato imediato com o seu bebê, o contato pele a pele é proporcionado assim que a criança nasce e a conexão entre os dois é possível instantaneamente. Outro benefício super importante é o aleitamento materno, que no parto normal se dá imediatamente após o nascimento do bebê, já na cesariana ele acontece de maneira tardia, porém acontece ainda na 1ª hora de vida do bebê.

Vir ao mundo de maneira naturalmente ajuda a garantir um início de vida saudável e seguro. Enquanto o bebê passa pelo canal vaginal, seu tórax é comprimido de maneira que facilita a saída do líquido amniótico e diminui a incidência de problemas respiratórios. Os obstetras têm incentivado a permanência do cordão umbilical ligando bebê e placenta por alguns minutos. São cerca de três minutos em que o recém-nascido conta com a ajuda do oxigênio fornecido pela placenta. “Isso ainda diminui o risco de anemia no início da vida.”

 

Em sua descida pelo canal vaginal da mãe, o feto é recoberto por bactérias e fungos presentes na microbiota da região. O contato com esses pequenos organismos colabora para um desenvolvimento saudável porque eles ajudam a colonizar o intestino da criança, que desenvolverá a partir daí sua própria microbiota. Algumas pesquisas mostram também que esse tipo de nascimento diminui a incidência de alergias. O bebê nasce com menos risco de ir para a UTI neonatal e com chances maiores de uma infância saudável.

A mãe se recupera mais rápido, e não tem restrições, pode caminhar, dar mama já na primeira hora de vida do seu filho, não fica em jejum e geralmente permanece apenas 24 horas no Hospital, sendo que em procedimentos cirúrgicos o tempo é de 48 horas de internamento e nem sempre é possível garantir a primeira mamada já na primeira hora de vida do bebê.

 

É POSSÍVEL HUMANIZAR TAMBÉM A CESÁREA?

A cesárea é um instrumento valioso e que salva vidas quando necessário. O problema está na cesárea marcada, ou seja, aquela que já está agendada sem sequer dar chances do trabalho de parto começar espontaneamente. O ideal seria, salvo exceções, esperar o momento certo chegar para, aí sim, optar pela cesárea se o parto normal não evoluir ou houver complicações. O trabalho de parto espontâneo nada mais é do que aguardar e respeitar o tempo da mãe e do feto, isso é o que humaniza o procedimento. Entre as vantagens estão o amadurecimento do organismo da criança e maior ganho de peso, além da liberação de hormônios que são importantes para a amamentação.

É claro que cada caso deve ser avaliado individualmente, mas quando o trabalho de parto espontâneo não ocorre, a probabilidade do “pequeno ser” ter desconfortos respiratórios aumenta, já que há mais dificuldade para eliminar o líquido amniótico dos pulmões.

 

O QUE O HSCC OFERECE PARA HUMANIZAÇÃO DO PARTO?

A maternidade do Hospital Santa Cruz de Canoinhas utiliza métodos não farmacológicos para o alívio da dor, proporcionando à mulher um ambiente aconchegante, acolhendo e fortalecendo para o trabalho de parto

  • Bolaterapia
  • Banco de Parto
  • Musicoterapia
  • Penumbra
  • Banhoterapia
  • Posições verticais
  • Deambulação
  • Massagens
  • Clampeamento tardio do Cordão
  • Contato pele a pele Imediato
  • Participação ativa do acompanhante
  • Cadeira de balanço

Todas estas possibilidades são de livre escolha da mãe. A gestante também conta com apoio de uma equipe especializada de enfermeiras obstetras, técnicas de enfermagem, pediatras e obstetras. Ela tem ainda o direito a um acompanhante (Lei do acompanhante, lei nº 11.108, de 7 de abril de 2005) e uma assistente de parto, conhecida como doula.

RELATOS DE QUEM JÁ SENTIU NA PELE A EXPERIÊNCIA DO PARTO HUMANIZADO:

“Desde que soube que estava grávida, minha primeira opção de parto era o normal, porque já tive meu primeiro filho com parto normal e foi uma experiência tranquila. Realizei o pré-natal certinho e não havia nenhuma restrição. No dia 04 de junho acordei sentido cólicas leves, que foram aumentando em frequência e intensidade no decorrer do dia. Sabia que estava próximo ao nascimento do Emanuel, que por sinal estava atrasadinho na contagem do médico, que deu a previsão para o dia 01 de junho. Mas no parto normal é o bebê que sabe o melhor dia, e nasce quando está realmente pronto. Quando fui me deitar, por volta das 22h45 escutei um ‘ploc’ na barriga com uma pequena pressão.

Fiquei imóvel sem saber o que aconteceu, ao me levantar percebi que a bolsa tinha rompido e era momento de ir até a maternidade. Ao chegar lá fui examinada pela médica de plantão, que constatou que realmente a bolsa tinha rompido e chamou o meu médico. Fui internada, levada ao quarto e colocaram em mim um aparelho para monitorar o bebê, pois havia apenas 3cm de dilatação. Porém as contratações aumentaram e fui levada a sala de parto. Ao chegar lá, as enfermeiras me deram as opções e escolhi ficar na bola embaixo do chuveiro, pois para mim aliviava a dor. Quando fui levada para a maca senti uma forte contração e o Emanuel nasceu. Era 01h10 do dia 05 de junho. O bebê foi examinado e pesado, e o meu médico terminou os procedimentos do parto. Logo após, fui levada a sala de recuperação, onde fiquei por duas horas, já amamentando o Emanuel, as 3h10 fui levada ao quarto, me alimentei e as enfermeiras me ajudaram a tomar banho. E então era esperar o dia de ir para casa. Saí do hospital depois de 48 horas, pois era necessário observar o bebê por esse período. Durante o tempo que passei lá fui atendida com atenção e carinho pelas profissionais que são verdadeiramente comprometidas e que amam o que fazem, e pelo meu médico que foi muito atencioso nesse período de pré-natal, parto e internação. Embora precisasse de poucos cuidados pós-parto, pois a recuperação do parto normal é mais tranquila, tive total atenção de toda equipe. Se tiver um terceiro filho, com certeza minha escolha será pelo parto normal novamente”.

Caroline Erhardt Strelecki

“Fiz dois partos normais e graças a Deus correu tudo bem. Além dos inúmeros benefícios que ele trás; a recuperação é muito mais rápida para você lidar com o bebê. Então é sem comparação! Você vem da sala de parto e já pode ir direto para o chuveiro, não precisa ficar ficar de 6 a 12 horas deitada, sem poder levantar a cabeça, nem ficar tomando soro depois e inúmeras injeções. Fiquei no mesmo quarto que uma mulher que fez cesariana, quando eu estava trocado o bebê ela estava deitada ainda sem poder levantar, e disse pra mim: – Que inveja de você, parece que nem teve bebê, já está andando faceira; e eu aqui sem poder me mexer para cuidar do meu bebê.

 

Então com certeza a melhor opção é parto normal, eu super recomendo, a equipe do Hospital Santa Cruz é muito atenciosa e nos dá todo o suporte para que o parto não seja tão dolorido”.

 

 

            Luciana Abuda

NASCEU! E AGORA?

Na maternidade do Hospital Santa Cruz, a parturiente, bem como o pai do bebê recebem todo o apoio necessário para iniciar esta jornada completamente nova que se inicia.

 

 

A equipe do HSCC vai repassar todas as orientações sobre o Aleitamento Materno e auxiliar a mãe nas primeiras mamadas, ou até que o bebê consiga fazer a pega corretamente. Também são repassadas as orientações sobre os todos os cuidados com o bebê. Em caso de parto normal a mãe pode acompanhar o primeiro banho de seu filho, caso contrário o pai ou acompanhante.

 

 

Não há necessidade da contratação de assessoria, pois todas as informações sobre os cuidados com o bebê são repassadas aos pais durante sua estadia na maternidade. Mas caso os pais façam questão desta assistência externa, não há problemas.

 

No site do Hospital, é possível encontrar uma cartilha com todas as dúvidas que a gestante possa ter. E se ainda assim, a mulher não estiver se sentindo segura, pode visitar a maternidade para conhecer as instalações e tirar todas as suas dúvidas.

 

 

 



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