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Produtores de tabaco em Santa Catarina pedem reajustes

No dia 17 de janeiro, em uma reunião na sede da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em Santa Cruz do Sul, entidades representativas dos agricultores apresentaram às empresas fumageiras uma proposta de 11,32% de reajuste.

Fábio Rodrigues
Edemar Padilha não acredita em manifestos no Planalto Norte
Foto: Fábio Rodrigues

Na contramão das campanhas antitabagismo, um problema socioeconômico afeta milhares de famílias em todo país, especialmente em Santa Catarina. Em todo país são mais de 180 mil famílias que vivem da produção do tabaco. O Planalto Norte conta com aproximadamente 13 mil estufas de fumo e em Canoinhas a produção representa 43% do total de arrecadação agrícola.

No dia 17 de janeiro, em uma reunião na sede da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em Santa Cruz do Sul, entidades representativas dos agricultores apresentaram às empresas fumageiras uma proposta de 11,32% de reajuste. As empresas não se manifestaram e os produtores de tabaco de São João do Sul e região começaram se organizar para discutir o assunto.
Depois de várias manifestações informando os problemas perante as empresas e fornecedores, os produtores resolveram cancelar temporariamente a entrega do produto até que as empresas fumageiras assinem o protocolo de intenções. Segundo eles, caso isso não ocorra até o dia 31 de janeiro, medidas mais enérgicas poderão ser tomadas, como greve para fechamento das empresas fumageiras, impedindo que entre ou saia produto.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canoinhas, Edemar Gonçalves Padilha, em muitos casos o problema está na conscientização dos produtores. Muitos produtores plantam além do que é possível ser trabalhado pela própria família.

Para cada quilo de fumo produzido, as empresas fumageiras pagam R$ 5,90. Desse valor, o custo para a produção é de R$ 5,27, portanto o lucro é de R$ 0,63. Além disso, cada trabalhador recebe R$ 52 por dia de trabalho.

Alguns produtores plantam o fumo além da capacidade de produção. Dessa forma, contratam mão-de-obra porque não conseguem executar sozinhos e em tempo hábil todo o processo. “Esses produtores chegam a pagar R$ 80 pela mão-de-obra e ficam no prejuízo”, explica.

Padilha conta que somente os novos produtores rurais teriam do quê reclamar e manifestar, pelo pouco tempo de atividade. Porém, acredita que não haja manifestações ou greves no Planalto Norte por causa de 10% dos produtores.

Na próxima semana, uma reunião com representantes dos sindicatos catarinenses envolvidos decidirá o rumo das negociações.

 

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