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Desvalorização do Dólar

Impacto negativo na economia de Canoinhas e região

Luiz Henrique Saliba Filho

 

O que significa euforia nos consumidores adeptos dos importados pode significar vacas magras para o planalto norte catarinense. Os empresários que trabalham com exportação no planalto norte estão tendo noites mal dormidas ultimamente. O vilão da hora é a desvalorização acentuada do dólar em relação ao real. A moeda americana iniciou a semana valendo 1,66 R$ para compra e venda. E isto afeta os negócios de importação das indústrias madeireiras, responsável por 40% das riquezas produzidas somente em Canoinhas.    

As indústrias madeireiras de Canoinhas e Três Barras têm grande importância na economia destes municípios, gerando empregos diretos e indiretos. As indústrias utilizam um maciço florestal implantado na própria região pelas próprias empresas madeireiras, de celulose e produtos relacionados. Os principais produtos de exportação são compensados, serrados, portas e guarnições, pisos, formas para concreto, molduras e painéis

O bacharel em comércio exterior Eduardo Gutervill explicou que na dinâmica do mercado, o dólar desvalorizado frente ao real impede que as empresas produtoras consigam repassar os custos de produção em sua totalidade sem prejudicar a competitividade do produto. “O dólar baixo encarece o produto brasileiro para o comprador de fora, seja o produto madeira, alimentos, ou qualquer outro. Então os compradores procuram os mesmos produtos em mercados que o ofereçam mais barato”.

Esta desvalorização do dólar não ocorreu somente no Brasil, mas também frente a outras moedas do mundo. Segundo Gutervill, este fenômeno econômico foi mais sensível no Brasil pela força da economia nacional nos últimos anos. “O ingresso maciço de investimentos estrangeiros no país causa o fortalecimento da moeda nacional, mas isso faz a balança comercial favorável para a importação. Isso também pode ser perigoso se for levado em conta a dificuldade das indústrias nacionais em competir com os produtos importados. Uma invasão de produtos de fora pode gerar cortes de custo nas empresas nacionais, o que pode se traduzir em demissões”.

O maior atrativo no Brasil para os investimentos estrangeiros, além da atual estabilidade econômica, é a alta taxa de juros que garante rentabilidades excelentes para as aplicações. “É nisto que os investidores estrangeiros ficam de olho quando trazem divisas para cá”- sentenciou Gutervill.

O Banco Central brasileiro está de olho nas variações da moeda americana. Para evitar que a especulação derrube o preço do dólar, o BC tem interferido comprando dólares quase semanalmente para que o preço não atinja patamares muito baixos.  Apesar do cambio ser flutuante, indo de acordo com as marés de oferta e procura, esta intervenção pontual pode ter evitado maiores catástrofes.

 

 

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