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IMPASSE NO TRANSPORTE ESCOLAR EM MONTE CASTELO

As aulas já iniciaram e o transporte escolar da Rede Estadual de Ensino ainda não foi definido.

iSMA

Nesta terça (08) estiveram em Monte Castelo a gerente de Educação da SDR, Marlise Beatriz Conte, acompanhada de Cristina Grahl (GEREI), em reunião com o Prefeito Aldomir Roskamp, que convocou para acompanharem a reunião, o presidente da Câmara de Vereadores, Arildo Ferreira de Lima, o secretário da Administração Valdecir Pinheiro, a secretária da Educação, Oracélia da Silva, os diretores das Escolas Estaduais e ainda, o vereador Lucas Roscamp, representante de pais dos alunos, bem como, a imprensa local. Na ocasião, além de acertos de outros assuntos relacionados a educação no município de Monte Castelo, foi discutido a situação do transporte escolar no município, que conforme já divulgado, por determinação protocolada em dezembro próximo passado na SDR em Mafra, a Prefeitura não tem condições de efetuar. O parecer apresentado pelas representantes da educação do Estado, referente ao assunto, deixou todos abismados, ao declarar “sei que a questão do transporte escolar aguarda uma postura da Fecam, onde os valores devem ser firmados até 31 de março, quando então haverá uma definição”, declarou Cristina Grahl. “Caso isso aconteça, os alunos da Rede Estadual ficarão 40 dias sem aula e, como as aulas já iniciaram, eles reprovarão por falta? É um absurdo!!!” questionou Lucas Roscamp, irritado. Segundo o prefeito Aldomir Roskamp, são rodados por mês cerca de 25 mil quilômetros, pois “o município é muito extenso e há alunos que residem 43 quilômetros da escola e quem arca com as despesa é basicamente o município, com ônibus, manutenção, motorista, combustível; e a participação do  Estado é irrisória”, explicou o prefeito. Por outro lado, os pais estão sem saber o que fazer e a maioria não têm condições de fazer nada; enquanto uns pais se sacrificam para enviar seus filhos de ônibus de linha, que serve a BR 116, como é caso da Dona Mirian Ester Grein, moradora da localidade de Aterrado Alto (cerca de 10 km do centro), que tem uma filha de 14 anos matriculada numa escola  estadual “estou mandando ela de Reunidas, que é mais barato que levar de carro e pagar pedágio” frisou Dona Mirian; outros pais, porém, não têm a mesma condição e facilidade, devido ao baixo poder aquisitivo e a distância que moram da parada do ônibus de linha. A nova secretária da Educação do município, Oracélia da Silva, que acaba de ser nomeada, afirmou que já estudou o caso e analisou a situação, disse ser favorável a decisão da Administração, nem tanto pela questão de valores, mas sim, por uma questão de segurança “sei que grande parte dos alunos transportado são do interior e os ônibus se deslocam lotados, alguns com mais de 100 alunos; Deus que livre de um acidente, seria uma tragédia para todos nós...” declarou Oracélia, preocupada. De fato, devido a falta de ônibus e o número de alunos transportados, em 2010, grande parte dos alunos viajavam em pé, sem a mínima condição de segurança, fato que a Administração Municipal não quer repetir este ano. Diante da situação, duas posições foram tomadas: uma da Gerente da Educação, Marlise Beatriz Conte, que preocupada com os 200 dias/aulas que é uma obrigação pedagógica, assumiu o compromisso de tentar resolver a situação nos próximos dias “eu vou conversar com o Secretário Regional e, se precisar, vamos à Florianópolis, mas nossos alunos não podem esperar até março” garantiu, enfática, Marlise. A outra posição foi do pai Lucas Roscamp, que afirmou seguir imediatamente à Promotoria, “vou, em nome de todos os pais, levar o caso à Promotoria Pública”, afirmou. A situação segue num impasse, que deve ter uma solução nos próximos dias, enquanto isso, o certo é que cerca de 800 alunos estão sem transporte escolar, portanto seguem perdendo dias de aula. 

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