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Vereadores voltam atrás e mantêm veto de Weinert

Com nove votos ? Tarciso de Lima se ausentou do plenário -, vereadores voltaram atrás no projeto criado por eles mesmos

Edinei Wassoaski
Votação que sepultou o projeto aconteceu na segunda-feira, 25

 Os vereadores de Canoinhas voltaram atrás na decisão tomada há um mês em duas sessões (ordinária e extraordinária) em Rio do Pinho, e acompanharam o veto do prefeito Leoberto Weinert (PMDB) ao projeto de lei que aumentava de R$ 10 mil para R$ 16 mil o salário do próximo prefeito, de R$ 12 mil para R$ 8 mil o salário do próximo vice-prefeito e de R$ 6,5 mil para R$ 8 mil o salário dos próximos secretários municipais. O projeto, de origem legislativa, previa ainda um plus de 30% sobre o salário do presidente da Câmara, que hoje é de R$ 6,2 mil.

Apenas o vereador Tarciso de Lima (PP) não manifestou opinião. Ele deixou o plenário no momento da votação. Os demais votaram a favor da manutenção do veto.
Somente Bene Carvalho (PMDB) se pronunciou sobre o projeto, repetindo o que havia dito ao Diário, que no sábado, 23, havia adiantado o voto de quatro vereadores. “Se o próximo prefeito quiser aumentar seu salário, terá de aumentar o de todo o funcionalismo”, explicou. Ele disse que mudou seu voto depois de conversar com vários funcionários públicos.
Agora, projeto semelhante que legisle sobre salários do Executivo, só pode ser apresentado no último ano da próxima legislatura.
Em maio de 2013, como deve ocorrer todos os anos, o prefeito deve fixar um percentual de reajuste salarial para todo o funcionalismo, daí a afirmação de Carvalho.
 
DESGASTE
A votação de segunda-feira em tempo recorde – o veto deu entrada na quinta-feira, 21 – é uma tentativa de conter o desgaste que a Câmara vinha sofrendo com a aprovação do projeto considerada por muitos “na surdina”, por ter ocorrido em uma sessão itinerante cujo principal foco era discutir os problemas das localidades vizinhas. Sem discussão, o projeto foi aprovado em duas sessões consecutivas e só veio a público três dias depois por meio de reportagem do Diário. A partir de então, houve manifestação popular pressionando o prefeito Leoberto Weinert (PMDB) a vetar o projeto. Foi o que ele fez depois de três semanas de análises jurídicas. No parecer enviado à Câmara, Weinert alegou que a crise econômica na Europa não torna prudente conceder tais aumentos. “Prova disso, está na tentativa de enfrentamento da crise mundial pelo Governo brasileiro, em que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, lançou um pacote de políticas econômicas, entre elas a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Como é sabido, o IPI compõe a base de cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e com esta redução, certamente os municípios sofrerão com os repasses menores do FPM. Fato este ocorrido com a 1ª parcela do FPM do mês de junho de 2012, que foi 5,27% menor que a recebida no mesmo período em junho de 2011, mostrando assim, um cenário de retração econômica para os próximos meses.”

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