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Vistoria aponta possíveis focos de dengue na região

Uma denúncia na segunda-feira instigou a redação do Diário do Planalto a buscar soluções. De acordo com informações, em uma das casas do Serrajão o lixo reciclável coletado pelo proprietário invade a rua e pode causar doenças por causa da exposição e falta de organização do material.

Fábio Rodrigues


Ontem pela manhã, a equipe da Vigilância Sanitária e da Epidemiologia visitou um terreno no Serrajão com lixo exposto e sem organização. O material coletado para reciclagem está misturado. Os responsáveis da Vigilância Sanitária, Luiz Antônio Riske e Luis Anselmo Chagas, orientaram a família sobre os prejuízos que o lixo exposto pode causar à saúde.

Além do lixo reciclável tradicional – papelão, vidros, peti –, a família ainda recolhe sofá, colchão e peças de computador. A argumentação da família para colocar o lixo à beira da rua é que o terreno é desnivelado. Dessa forma, se o lixo for colocado atrás da casa, dificulta o recolhimento do material.

A família está instalada em uma propriedade particular. O terreno, que antes pertencia à Prefeitura, é da empresa Compensados e Laminados Lavrasul.

Segundo a Assistência Social, a família ganhou uma casa pela Prefeitura. No entanto, eles abandonaram o imóvel, localizado no Campo d’Água Verde. A família optou por continuar no terreno invadido.

De acordo com o catador e dono da casa, Roque Castro, o lixo é recolhido mensalmente e por isso há tanto acumulo de material.

A preocupação da equipe que visitou o local também é quanto ao risco de criação de bichos e de mosquitos transmissores da dengue.

Agente do setor de Epidemiologia, José Donizete Kepp coletou amostras da água parada encontrada em potes, latas e em pedaços de plástico. “Se os materiais estivessem pelo menos separados, seria mais fácil identificar os suspeitos de contaminação”, afirma Chagas.

Segundo ele, as amostras serão encaminhadas para análise, pois apresentaram larvas. “Vamos analisar para ver se as larvas encontradas estão contaminadas”, diz Kepp.

A coordenadora e a psicóloga do Centro de Referência da Assistência Social – Região II (Cras II), Vilcéia Regina Tavares e Priscilla Cordeiro Lima, disseram que o caso não é exclusivo dessa localidade. Para isso, o Cras e outras secretarias municipais se uniram para organizar um dia de orientações para os catadores de lixo.

Neste ano, o projeto vai começar no Jardim Cristo Rei, que possui a maior concentração de catadores em Canoinhas, de acordo com pesquisa realizada pelos agentes comunitários. O evento está previsto para o dia 21 de maio e deve contar com várias atrações, como teatro educativo e palestras de orientação.

Conforme informações, um projeto para centralizar os recicláveis pretende construir barracão para organização dos catadores. A construção deve ser autorizada ainda nesse ano.

 

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