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Dia do Nascituro

Bruna Oleskovicz

 

 Hoje é comemorado internacionalmente o Dia do Nascituro. Também chamado de "Dia do direito de nascer", é um dia especial em homenagem ao novo ser humano, à criança, que ainda vive dentro da barriga da mãe e que tem o direito à proteção de sua vida e saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio. E, principalmente, o direito de nascer e de ser amado.

O objetivo é suscitar nas consciências, nas famílias e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos.

São muitos os riscos que uma criança corre. Nem sempre proporcionam os devidos cuidados à mãe, garantindo-lhe assistência médica durante a gravidez e os meios adequados para um bom parto.

Enquanto esse novo ser humano está no lugar em que deveria estar mais seguro, ele corre o risco de que lhe tirem a vida através do ato criminoso do aborto.

Muitos nem terão direito a conviver com a mãe, por pouco que seja. Serão vítimas de experimentos "científicos" de clonagem ou serão "congelados". Alguns até destruídos enquanto ficam à espera que a mãe aceite recebê-los.

O dia 25 de março foi escolhido porque nele é celebrada a Anunciação: a notícia, levada pelo Arcanjo Gabriel a Maria, de que Deus a havia escolhido para ser mãe do Redentor. Com isso, leva a proteção do nascituro desde o momento da concepção.

 

Aborto

A legislação que trata do aborto no Brasil foi criada na década de 40. Segundo os artigos 124 a 127 do Código Penal, o aborto é considerado um crime contra a vida, exceto quando existe risco de morte da mãe ou gravidez decorrente de estupro. A pena para o crime pode chegar a 20 anos, caso a gestante sofra lesão corporal de natureza grave e o aborto tenha sido sem o seu consentimento.

Embora seja crime, são poucos os casos conhecidos de pessoas que foram presas pela prática ilegal do aborto, o que prova a ineficácia da lei se comparado com o número de mulheres que interrompem a gravidez no Brasil (mais de um milhão por ano, segundo estimativas do Ministério da Saúde).

Relatório apresentado pela Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF) estima que cerca de 20 milhões de abortos clandestinos sejam realizados anualmente em todo o mundo.

A Pesquisa Nacional de Aborto (PNA), apresentada em maio de 2010, mostrou que uma em cada sete mulheres de até 40 anos já realizou aborto. Se consideradas apenas as mulheres de 35 a 49 anos, esta relação cai para uma em cada cinco mulheres.

O aborto entrou como um dos temas principais no Brasil durante a campanha presidencial do ano passado.

A legalização do aborto é um tema controverso, que ganhou relevância 
durante a campanha presidencial de 2010, depois de a então candidata 
Dilma Rousseff ter sido acusada de defender a prática. Durante a 
campanha, Dilma disse que o assunto era uma questão de saúde pública.

A partir daí, o tema passou a ser mais discutido por várias autoridades políticas e eclesiásticas, e o consenso quanto à possível legalização não é efetivo.

 




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